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Ver também:
http://www.onu-brasil.org.br/
http://www.nato.int/cps/en/natolive/index.htm
O papel da ONU e a OTAN (histórico)
Com
o final da guerra fria, a ONU Organização das Nações Unidas - adquire
um novo papel, mais ativo. Ela vem se fortalecendo ultimamente e deverá
se consolidar ainda mais ainda no século XXI, como conseqüência da
globalização e da interdependência cada vez maior de todos os povos,
Estados e até dos problemas comuns da humanidade. Anteriormente, ela
nunca conseguia desempenhar um papel mais ativo nos problemas mundiais
porque essa função era ocupada pelas duas superpotências e suas
alianças político-militares.
Além
disso, o principal órgão decisório dessa organização, o seu Conselho de
Segurança (no qual são decididos os problemas de guerras, a intervenção
ou não num país agressor, a ajuda ou não às vítimas de um conflito,
etc.), possui cinco membros permanentes e com direito de veto*: Estados
Unidos, ex-União Soviética (e atual Rússia), China, França e
Inglaterra. Esses cinco países adquiriram esse privilégio por ocasião
da criação da ONU, no final da guerra, quando foram considerados como
os "cinco grandes" entre os vencedores do conflito.
Na
realidade, somente dois eram de fato "grandes" ou poderosos naquele
momento, as duas superpotências, sendo que a França, a Inglaterra e a
China foram incluídas por sugestão dos Estados Unidos e da ex-União
Soviética, que queriam aliados nesse Conselho. A presença das duas
superpotências no Conselho de Segurança, com poder de veto, sempre
paralisou a ONU. Nenhuma resolução ou medida mais importante podia ser
aprovada, nas últimas décadas, pois em geral cada superpotência
defendia um dos lados da disputa. Mas com o final da guerra fria esse
problema já não existe mais.
Podemos
notar a presença mais ativa da ONU nos problemas mundiais em vários
momentos recentes: a aprovação do envio das "tropas aliadas" na Guerra
do Golfo, de 1991 (algo nunca visto anteriormente), a formação das
"tropas de paz" da ONU, com soldados de vários países, para tentar
manter a paz na África (Somália, Ruanda) e na antiga Iugoslávia,
particularmente na Bósnia, etc. Quanto à questão do Conselho de
Segurança, ela já começa a ser discutida: alguns países solicitam o
final do direito de veto para os cinco membros permanentes (esse
Conselho tem ainda mais dez membros, além dos cinco permanentes, que
são eleitos por dois anos e não têm direito de veto), e outros
argumentam que esse número de cinco deve ser ampliado para sete ou mais
membros (incluindo as novas potências, cormo o Japão e a Alemanha e,
para equilibrar as coisas, colocando também países do Sul como o Brasil
ou a índia). A ONU, portanto, deverá sofrer algumas reformulações nos
anos 90 e desempenhar um papel mundial muito mais ativo no século XXI.
Outra
associação internacional importante nos dias atuais, só que bem mais
restrita que a ONU, é o chamado Grupo dos Sete. Trata-se de uma espécie
de "clube" dos sete países mais ricos do mundo, os sete grandes do
mundo capitalista, com os maiores PNBs: Estados Unidos, Japão,
Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Canadá. O conceito de riqueza é
relativo. É claro que a população em geral da Suíça, da Holanda ou da
Suécia vive bem melhor que a média desses sete, principalmente que a
população do sul da Itália e de partes do Reino Unido; mas o importante
aqui é a produção total e não per capita (por pessoa). E esses sete
países possuem de fato maior poder de investimentos no exterior, de
empréstimos, de bancar (pagar) gastos militares ou econômicos
(contribuições à ONU, ao Banco Mundial, ao FMI, etc.), quando eles
forem necessários.
Já
ocorreram inúmeras reuniões desse Grupo dos Sete e eles têm um grande
poder de decisão na medida em que podem emprestar (ou não) enormes
somas de dinheiro para países em crise - especialmente as "economias de
transição" -, para países com conflitos militares, etc. Esse grupo
possui também grande poderio para mudar ou redefinir instituições
importantes como o FMI ou o Banco Mundial, que controlam o problema das
dívidas externas dos países. Outra
organização importante, que parecia destinada a morrer mas sobrevive e
até se fortalece, é a OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Ela foi fundada em 1949 e sua sede localiza-se em Bruxelas (Bélgica),
tendo como membros quase todos os países europeus ocidentais que
participam da União Européia e mais a Turquia, que tem uma parte de seu
território na Europa. A OTAN foi criada para defender o "mundo livre" -
ou melhor, o capitalismo - de uma possível ameaça socialista ou
soviética, sendo que o seu grande rival era o Pacto de Varsóvia,
organização militar já extinta e que congregava a União Soviética e a
maioria dos países da Europa oriental.
Justamente
com o final do Pacto de Varsóvia pensou-se que a OTAN também seria
extinta, mas ocorreu o contrário: ela vem se fortalecendo, adquirindo
novos objetivos (não mais a união contra a "ameaça comunista" e sim a
defesa dos interesses comuns dos países ricos) e sendo até alvo de
disputas dos ex-países socialistas, que nela pretendem ingressar. Até a
Rússia já manifestou interesse em ser aceita como membro da OTAN, algo
que seria absurdo até o início dos anos 90.
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